
No 1º dia demos uma volta pelas instalações do IBAMA e depois fomos a uma palestra sobre o trabalho do IBAMA no local e também sobre preservação ecológica. Quando o IBAMA começou a trabalhar no local a floresta estava muito prejudicada mas felizmente eles estão fazendo um bom trabalho para reparar o local.
Depois da palestra, fomos checar os quartos e almoçar. Depois fomos visitar o casarão onde morava o dono da siderúrgica e também a siderúrgica propriamente dita. O casarão me incomodava um pouco pela má iluminação, mas era um lugar legal. Depois voltamos para o alojamento, tomamos banho, jantamos e fizemos a reflexão no final do dia.
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Camilo
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07h56
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Hoje, no segundo dia, fomos primeiramente ao assentamento do MST.
De primeira vista, estranhei, pois pensei que veria pessoas revoltadas, com o boné vermelho do MST, xingando o governo e exigindo mais direitos, Ao chegarmos, fiquei impressionado o perceber que era tudo diferente. Eram pessoas sossegadas que só queriam garantir pelo menos o básico pra sua sobrevivência, e ao mesmo tempo, colaborando com o IBAMA.
Ao iniciarmos o trabalho lá, visitamos duas casas, e que, na segunda, não entrei, pois estava desenhando uma vista de fora e ao terminar, vi que eu não teria jeito de chegar entrando sem mais nem menos. Lá, meu grupo demorou um bom tempo, e eu fiquei do lado de fora.
Após retornarmos para o almoço, fomos para a trilha do Affonso Sardinha, que seguia o Ribeirão do Ferro.
Como gosto de andar, me senti bem à vontade, curtindo a paisagem, vendo folhas, fungos, etc...
Senti-me um pouco incomodado porque estava usando bermuda e o mato incomodava muito. Mas o som da água correndo durante boa parte do percurso me acalmava e deixava feliz. Após uma boa caminhada e uma parada para desenhar uma pequena planta, voltamos para o alojamento para preparar a janta, que por sinal, foi bem aceita.
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Camilo
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07h56
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No 3º dia logo após o café da manhã, fomos para Araçoiaba, onde fomos entrevistar as pessoas que moram lá.
De cara percebemos como tudo acontecia num ritmo diferente, mais devagar. As pessoas caminhavam, paravam para observar alguma coisa, sem pressa. Muitos de nós comentaram que não agüentariam morar lá pois não havia muita coisa pra fazer.
Quando deu-meio-dia percebi a quantidade de pessoas da nossa idade, provavelmente era o horário que terminava o período de aulas, ou que começava.
Minha impressão foi de um lugar calmo de mais, o que me incomoda pois estou acostumado com o ritmo de São Paulo. O monitor disse que as pessoas que vão para lá sejam muito jovens.
Após essa visita, voltamos para o alojamento para almoçar. Lembro que me arrependi por comer tanta feijoada, pois depois iríamos fazer uma trilha mais pesada que a do dia anterior.
É chegada a hora da trilha, ponho o tênis, repelente, protetor solar, troco de calça e subimos para o ônibus rumo ao início da trilha. O sol era muito forte. Estávamos rodeados de capim, comecei a imaginar tudo aquilo pegando fogo, realmente seria muito triste.
Após andarmos muito e fazer algumas pardas finalmente chegamos ao ponto mais alto da trilha. A vista era emocionante, mas não sou um grande simpatizante de grandes alturas mas como estava com meus amigos, me senti mais confiante para ir um pouco mais para a beirada ao invés de me grudar na escada. Fizemos algumas piadas, como a dos primeiros malandros a fazer alguma coisa a 750m acima do nível do mar.
Depois voltamos a pé até o alojamento. No caminho vimos vaga-lumes e conseguimos ouvir o barulho no mato do que poderia ser um tatu. Como estava escuro fomos guiados por lanternas. As estrelas estavam bem visíveis, o que é muito raro para nós que moramos numa cidade poluída como São Paulo. Estávamos todos nos divertindo, contando histórias de terror, conversando e nos assustando.
Depois de uma longa caminhada chegamos ao alojamento, fomos tomar banho e depois fomos jantar. O 2º ano havia preparado yakisoba para o jantar, que por sinal estava muito bom, só a cebola que estava meio ardida. Nessa noite houve uma festa por ser a última, mas acabou muito cedo. Na hora de dormir, me senti aliviado, pois o dia havia sido muito proveitoso e cansativo, dormi rapidinho.
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Camilo
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07h56
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No 4º dia, fomos terminar o trabalho do teodolito, visitar Araçoiaba de novo para finalizar as pesquisas e depois voltamos para almoçar e fazer as malas. Fomos tirar as últimas fotos, de baixo de um sol muito quente. Todos queriam ficar mais pois havia sido muito divertido. No ônibus ficamos conversando e brincando até cansar e aos poucos, muitos foram dormindo ou continuaram a conversar até chegar de volta pra casa!
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Camilo
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08h42
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